O melhor amigo do trabalhador
Época 07/12/2007 - 23:04 | Edição nº 499
Algumas empresas brasileiras descobriram o que não é novidade lá fora: os cães, além de melhores amigos do homem, ajudam a melhorar o ambiente de trabalho e a produtividade
Laila Abou Mahmoud
![]() |
|---|
| O pug Borges na mesa de trabalho do antigo escritório, na Faria Lima. A agência Aretha chegou a mudar de endereço quando ele foi impedido de freqüentar o trabalho |
“Imagina se o cara da empresa cujo logotipo é um labrador resolve trazer seu cachorro para o trabalho?” Foi essa a frase que o jovem empresário Luciano Schiavon ouviu, por telefone, do síndico do edifício comercial onde ficava seu estúdio de design. A sentença era um argumento para proibir a vinda diária do já não tão pequeno pug Borges, de um ano. A empresa funcionava numa sala de 30 metros quadrados no 22º andar de um edifício na Avenida Faria Lima com a Rebouças, em São Paulo. Era um dia de dezembro de 2006. Ao ouvi-la, Luciano tomou três decisões. A primeira, responder: “o cara sou eu”. A segunda, que mudaria de prédio. A terceira: Aretha, sua labradora de quatro anos, passaria a ir trabalhar com ele.
Para ter liberdade de trabalhar ao lado dos cachorros, Luciano mudou o estúdio, que tem o mesmo nome de sua cachorra, para a Vila Mariana. Tem clientes como Ellus, Fasano e Nickelodeon Brasil e três cachorros. A labradora Aretha é do empresário. Borges, o pug, é de Stella Fernandes, webdesigner da agência. Marvin, um dálmata de seis meses, foi o terceiro a integrar a trupe e pertence aos dois.Os bichinhos ficam lá todos os dias, mas, esporadicamente, chegam mais agregados. Tony Pereira, o designer gráfico leva seus dois cachorros à agência de vez em quando.
O que aconteceu nessa empresa é mais comum em outros países, como os Estados Unidos. Segundo uma pesquisa feita pela agência americana de empregos Simply Hired e pelo site Dogster, um terço dos donos de cães aceitaria uma redução salarial de 5% em troca de poder levar seu mascote ao escritório. Dois terços concordariam em trabalhar mais horas e metade mudaria de emprego em troca da possibilidade de ir trabalhar com seu cão. Mas no Brasil esse é um movimento que já começa a expandir.
Silvana Prado, do núcleo de psicologia da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal-Coração (OBIHACC), uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que promove programas como terapias por meio de cães, a presença do bicho de estimação no ambiente de trabalho dá mais disposição para as pessoas exercerem suas atividades cotidianas. "Elas ficam mais centradas, reduzem sua ansiedade e o estresse", diz a especialista. Os efeitos podem ser notados até no bem-estar físico: a freqüência dos batimentos cardíacos diminui e a pressão fica mais baixa. A explicação científica para isso é que o contato com os cachorros libera um neurotransmissor chamado serotonina, responsável pelo controle do bem-estar em geral. Ele regula a ansiedade, o sono, o medo e a fadiga, por exemplo.
Na África do Sul, em 2001, os professores Johannes Odendaal e a Susan Iehmann realizaram um estudo publicado no Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian (AAHABV) que concluiu que, após 15 minutos de contato humano com um cão, há uma mudança hormonal benéfica envolvendo endorfinas, prolactina, dopamina e oxitocina, entre outros hormônios. Essa mudança reflete-se no aumento da sensação de felicidade e na diminuição do cortisol, o hormônio do estresse.
![]() |
|---|
| O lhasa Bob: o stress de momentos decisivos pode ser diminuído com a presença dos cães |
Os estudos ajudam a explicar o aumento de produtividade percebido na empresa Atrium, uma distribuidora de sucos e polpas concentradas e ingredientes. Desde o período em que os lhasas Bob e Chelsea passaram a fazer parte do escritório, a produtividade dos cerca de 200 funcionários aumentou ao menos 15%, considerando os números de vendas. O sucesso foi tanto que o diretor pretende adotar um casal da raça shitzu na outra empresa do grupo, a Black Fox, de venda de motos. A idéia é que eles atraiam, inclusive, clientes crianças na compra de mini-motos chinesas. “Ter cachorros tira o aspecto frio da empresa e faz com que os colaboradores interajam melhor até entre eles próprios", afirma Marília Mendonça, assessora financeira e responsável pela área de recursos humanos da empresa.
Os cachorros chegaram à Atrium por acaso, quando Marília pediu autorização para levá-los. “No início, eles ficavam só comigo, mas não estava conseguindo contê-los”, diz a funcionária. Eles escapavam dos limites da sala de RH e acabavam convivendo com os demais funcionários. “Fizemos uma pesquisa interna e descobrimos que todos tinham um animal de estimação ou gostavam deles”, afirma João Lima, do financeiro, que autorizou a entrada dos cãezinhos. A conclusão foi que os funcionários queriam que os bichos continuassem no escritório. Segundo Lima, até os clientes perdem os salamaleques empresariais e o tom sisudo quando se deparam com Bob e Chelsea. “Mesmo quem chega naquele tom sério, vê o cãozinho e já vai brincar”, diz.
Já são mais de 400 as empresas nos Estados Unidos que se identificam como abertas a cachorros, em levantamento realizado recentemente. O Google é uma delas. Mas a regra não vale para a filial brasileira porque o prédio onde ela está abriga outras empresas e não permite a entrada de animais.
Algumas das empresas que não têm problemas com proibições do condomínio estabelecem as próprias regras para permitir a presença de cachorros no ambiente de trabalho. No escritório brasileiro da Edelman, uma das maiores agências de relações públicas do mundo, é possível levar seu filhote nas sextas-feiras, desde que não haja visitas de clientes. E há um rodízio: um cão a cada semana. Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil, não perde a oportunidade de levar Floppy, que já teve seu showzinho de dança filmado e colocado na rede.
![]() |
|---|
| Bombom: o sem raça definida cujo desempenho em espantar o mau humor dos colegas é excepcional |
“Damos preferência para cachorros menores, mas já tivemos até labradores. A única condição é que sejam sociáveis”, diz Micheff. Para o executivo, a presença do animal dá uma leveza ao ambiente. “Todo mundo está trabalhando num ritmo enlouquecedor, com várias funções, e trazer o cachorro dá uma sensação gostosa e inédita de pertencimento. As pessoas se sentem especiais”, afirma.
Na empresa de automação comercial Bratter e Bocco, o centro das atenções é Bombom, um SRD (Sem Raça Definida) de 2 anos que foi adotado pela dona da empresa, Carmen Bocco. “Ele é excepcional”, diz Neide Nunes Bispo, recepcionista. Ela não se refere ao fato de o cachorrinho ter nascido com três patas, mas à sua habilidade para conquistar os funcionários. “Ele é muito carinhoso, cumprimenta todo mundo de manhã”, diz Neide. Conquista de clientes a fornecedores e vizinhos.
Leopoldina Cassemiro de Moura Neta, auxiliar de limpeza da Bocco, é quem cuida da comida do cão e leva-o para passear. Ela diz que o clima da empresa melhorou com a presença do cãozinho. “Pessoas que às vezes chegavam de mau humor e ficavam o dia inteiro assim hoje mudam logo que brincam com ele”, diz Dina.
Gostar de cães é um dos pré-requisitos das empresas que adotam um cãozinho. Elas chegam a perguntar, em suas entrevistas, se o candidato tem algum problema com os animais. É assim na Bratter e Bocco, na Aretha, na Atrium e na Brindz Marketing Promocional.
Na Brindz, é difícil o cão passar despercebido: há cinco anos, o mascote da empresa é Brahmma, da raça São Bernardo. O responsável pela “contratação” foi Diogo Siqueira, filho do dono da empresa e, não por acaso, veterinário.
![]() |
|---|
| Floppy, o schnauzer de Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil. Toda sexta-feira um dos colaboradores pode agendar a visita de seu cãozinho ao escritório |
Apesar dos benefícios, trazer um bichinho para o escritório também traz alguns problemas. Na Aretha, por exemplo, o dálmata Marvin ainda faz xixi onde não deveria. E o pug Borges chegou a destruir os cabos do escritório da Faria Lima. Nesse caso, os funcionários da empresa devem assumir suas responsabilidades, assim como o fazem com suas funções regulares.
Para Silvana Prado, do núcleo de psicologia da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal-Coração, a adoção de cachorros no escritório é uma questão de tempo. “A partir do momento em que se falar mais sobre os benefícios, as pessoas vão adotar mais”, diz. “Ninguém se interessou pelas pesquisas científicas a respeito, mas viram, na prática, que dá certo”.
Na tentativa de chamar a atenção para os benefícios apontados pelas pesquisas, a OBIHACC criou o programa Mascotes na Empresa. O objetivo é colocar os cães como parceiros em atividades destinadas à integração entre os funcionários, motivação e melhoria do vínculo profissional. Os ganhos, garante a psicóloga, vão desde aumento da auto-estima dos funcionários, à integração nos process
os empresariais e até a melhoria da produtividade no trabalho. Marília, da Bocco, dá uma definição sem medo de soar contraditória: “Eles humanizam o ambiente”.
O que fazer para integrar seu cãozinho ao ambiente de trabalho?
- Antes de pensar em levar seu cachorro ao trabalho, avalie se ele é tão sociável com as outras pessoas quanto com você;
- Se for, você precisa consultar a chefia e todos os seus colegas para saber qual é a opinião deles sobre sua iniciativa;
- Se a idéia for bem recebida, lembre-se de manter os cuidados de seu cão sempre em dia: banho, vacinas e visitas constantes ao veterinário são necessários;
- Uma vez dentro do escritório, você deve aceitar que os outros funcionários imponham limites ao seu cão. Para os animais mais ativos e desobedientes, é recomendável um adestramento antes da integração.
Para mais informações do Programa Mascotes nas Empresas, envie um e-mail para mascotesnaempresa@projetocao.org.br ou acesse o site da OBIHACC (www.projetocao.org.br).
Postado por Gisele Cruz às 22h36
|
Encaminhar Este Post
Autismo e a Hipoterapia
![]()
Berro Marins
A HIPOTERAPIA, É UM RECURSO TERAPÊUTICO, RICO EM ESTÍMULOS MOTORES, SENSORIAIS, EMOCIONAIS E COGNITIVOS.
UTILIZA-SE O CAVALO DENTRO DE UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR E TRANSDISCIPLINAR NAS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E EQUITAÇÃO, BUSCANDO O DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA E/ OU COM NECESSIDADES ESPECIAIS.
A utilização do cavalo como instrumento terapêutico, proporciona um movimento tridimensional, variável, repetitivo, com ritmo e cadência no qual pode-se graduar a intensidade e a quantidade de informações sensoriais ao paciente autista.
Enquanto montado, em movimento, através das andaduras (passo,trote e galope) do cavalo, o SNC apresenta uma intensa ativação sináptica através dos sinais de input e output que favorecem os ajustes posturais, motores, respiratórios entre outros, permitindo que o paciente permaneça em “alerta” facilitando a aprendizagem, memorização, concentração, cooperação, socialização, organização esquema corporal, aquisição de estruturas tempo-espacial, como também, o equilíbrio, o tonus muscular e a comunicação verbal e gestual.
O trabalho da percepção espacial e do esquema corporal, é baseado nas sensações táteis, vestibulares e proprioceptivas. O Indivíduo na Hipoterapia experimenta os sentidos da visão, olfato, tato, audição e em diversos momentos o paladar com acentuada intensidade.
O Terapeuta e o cavalo estimulam, desenvolvem e integram estes sentidos objetivando a organização da informação sensorial assimilada e das acomodações corporais, o ritmo e o movimento.
Na Hipoterapia, o apoio físico é dado pelo cavalo através da sua massa corpórea e o psicológico pelo terapeuta através do contato físico, jogo de olhares, linguagem simples e tranquilizadora.
O cavalo assume simbolicamente a função protetora (mãe) que transmite calor, ritmo, balanceio, massa corpórea e apoio.
Através de atividades diferenciadas como percursos, jogos e músicas realizadas dentro do set terapêutico, ocorre a descoberta do espaço e do potencial do paciente devido a gama de informações transmitidas pelo animal face às diversas oscilações corporais e a tentativa constante da manutenção corporal (equilíbrio) em função da ativação do sistema vestibular.
Deve-se observar que as crianças autistas têm uma forma diferenciada de se expressar e se comunicar, portanto, é imprescindível priorizar a forma de comunicação (evitar linguagem abstrata) a ser utizada devido ao pensamento concreto que estes pacientes possuem.
Analizando o cavalo verifica-se que ele é um ser vivo rico em informações e comunicação itens necessários para a estimulação da integração social.
Como resposta terapêutica os resultados são benéficos pois estes pacientes apresentam aumento da tolerância (menos irritadiços)), satisfação pessoal demonstrada através de sorrisos e risos, melhoria da percepção corporal, atenção, maior proximidade e contato com o animal (condução e cuidados) como também aceitação ao contato físico e visual e diminuição dos movimentos esteriotipados transformamndo-os em movimentos funcionais.
A fala apresenta-se mais contextualizada e com maior facilidade em expressar seus desejos.
Beatriz Berro Marins
Coordenadora Projeto Equitar
Terapeuta Ocupacional
Fonoaudióloga
Tel para contato: (021) 9961-4077/3905-8933
site: www.equitar-br.com.br
email: equitar@terra.com.br
http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=177
Até Logo 
Postado por Gisele Cruz às 16h49
|
Encaminhar Este Post
Um Novo Início....TAA
Olá este é meu novo blog, no qual falarei sobre um tema que descobri esse ano por causa do meu TCC na faculdade que é A Terapia Assistida por Animais....um tema apaixonante e cheio de possibilidades...no TCC do meu grupo falaremos deste tema em tratamento em pacientes autistas... A baixo uma notícia sobre TAA!
|
A Terapia Assistida por Animais (TAA), também chamada Pet Therapy ou Zooterapia é, comprovadamente, uma técnica útil na socialização de pessoas, na psicoterapia, em tratamentos de pacientes com necessidades especiais, na diminuição da ansiedade de várias causas e no auxílio terapêutico de pacientes com doenças graves tais como o câncer, o mal de Alzheimer e nos estados de coma. Muitas espécies animais podem ser utilizadas para este fim e, entre elas, a eqüina e a canina ocupam papel de destaque. Com os primeiros, a chamada hipoterapia ou equoterapia é amplamente difundida em nosso país para o tratamento de pacientes com limitações físicas e mentais. Por outro lado, os cães têm sido utilizados em projetos de educação, psicoterapia e/ou fisioterapia em pacientes idosos, adultos ou crianças, nas mais diversas situações físicas e psicológicas, com resultados bastante positivos. |
![]() FIGURA 1: CADELA “MONALISA” INTERAGINDO COM PACIENTE COM PARALISIA CEREBRAL. |
| Os resultados têm sido altamente satisfatórios com melhoria de comportamento e da cooperação dos pacientes no atendimento dentário, o que está sendo acompanhado de perto pela psicóloga (figuras 1 e 2). A demonstração de higienização bucal nos cães também tem dado excelentes resultados através da maior motivação do paciente em “imitar” os animais. | ![]() FIGURA 2: A FOTO DEMONSTRA POR SI MESMA A AFINIDADE ENTRE A MENINA E A CADELA “CACAU” |
Até mais....
Postado por Gisele Cruz às 17h06
|
Encaminhar Este Post

Humor Atual
Meu Perfil
![]() ![]() ![]() |
BRASIL,
Sudeste,
ARACATUBA,
Mulher,
de 20 a 25 anos MSN - |
Gisele Cruz
Votação
Indique Este Blog
Visitas